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DEVOLUÇÃO IMEDIATA

Reflexão Della Morena - 31.out.2019

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei dos profetas” (Mateus 7.12)

Morava no interior, bem junto ao sopé de uma montanha, um menino chamado Túlio. Era o único filho de uma viúva, que dirigia os negócios da pequena fazenda deixada pelo marido.

Ele ia de manhã para a escola e à tarde, com o tempo livre e sem maiores responsabilidades, muitas vezes fazia as suas travessuras. Certo dia, foi castigado pela mãe por se exceder nas traquinagens. Muito zangado, ele correu para o campo, indo parar do outro lado da montanha. Não sabendo como extravasar a sua zanga, começou a gritar pequenas frases: “Eu não gosto de você, está ouvindo?”

No mesmo instante, quase simultaneamente, ele também ouviu o grito de alguém que lhe respondia com as mesmas palavras. Assustado e amedrontado, Túlio olhou para todos os lados, sem ver ninguém ali por perto. Na verdade, não havia mesmo ninguém por ali. Era simplesmente o eco das suas próprias palavras. Intrigado, o garoto voltou para casa, correndo e espantado; procurou a mãe, queixando-se que lá no campo, do outro lado da montanha, havia alguém escondido, gritando para ele e dizendo: “Eu não gosto de você, está ouvindo?”

É claro que a mãe, imediatamente, se deu conta do fato, porém, achou bem não esclarecer nada ao filho naquele momento. Um pouco depois, após concluídas as suas tarefas mais urgentes, ela convidou o menino para irem ao mesmo lugar onde ele esteve, para que juntos descobrissem quem estaria fazendo com ele aquela brincadeira. Ele aceitou o convite da mãe e, quando chegaram lá, ela pediu a Túlio que gritasse com toda a força de que dispunha: “Eu não gosto de você.” Feito isto, em seguida o eco respondeu as mesmas palavras…

- Filho, a esse fato poderíamos chamar de lei do retorno. Aquilo que dermos, a quem quer que seja, é o que fatalmente receberemos.

Esta lição tornou-se muito importante na vida do menino. Em muitas ocasiões ele voltou àquele mesmo lugar para gritar junto à montanha todas as coisas agradáveis que ele gostaria de ouvir de alguém.

Pode até ser difícil, em algumas situações, praticar uma ação altruísta. Mas a verdade é que jamais receberemos boas dádivas sem que antes tenhamos já feito algo que nos tornasse digno delas. Vem aí a recomendação: “tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei dos profetas”


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