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Divulgação
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Ricardo Vançan, do Seu Moço: shows em São Paulo, Minas e Paraná, e convite do Amazonas
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Nem só de sertanejo e moda de viola sobrevive o Interior. Cada vez mais, bandas e cantores em carreira solo de Rio Preto e região investem no samba e axé. Embora as agendas apareçam lotadas, especialmente nas cinco noites de Carnaval, a maioria faz bonito nos outros 360 dias do ano e consegue, inclusive, extrapolar as fronteiras geográficas. Pelo menos quatro nomes merecem destaque pelos avanços no último ano, entre os quais o de Ricardo Vançan, líder da banda Seu Moço desde 2008.
Há 11 anos no mercado, ele costuma se apresentar não só em São Paulo, mas também em estados vizinhos, como Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. No currículo, três CDs independentes. O mais recente, “Eu Tô Solteiro, Tô Feliz”, lançado em janeiro, traz participações especiais de Wilson Sideral e Batom na Cueca e já emplacou três de suas canções autorais nas rádios, incluindo a faixa-título e uma versão inédita de “Baby”, de Justin Bieber. Sua principal característica é oferecer roupagem de axé a sucessos pop-rock e sertanejos.
Paranaíba (MS), Campo Florido (MG), Araçatuba e Ibirá estão na agenda do artista até terça-feira. Mas o trabalho não para. “Durante o ano, faço cerca de oito shows por mês. No primeiro trimestre, esse número sobe para 14, por causa dos esquentas e das ressacas”, diz. A partir de março, ele se torna figura rara na cidade. A nova turnê deve levá-lo para lugares ainda mais distantes, como Goiás e Amazonas. “Em abril, faço meu primeiro show em Manaus”, destaca.
Segundo Vançan, o axé deixou de ser só uma música baiana, o que faz com que haja espaço para tocar em bares, casas noturnas, festas e micaretas de todo o Brasil. “As pessoas querem sair da mesmice.”
Criado em 1997, o Sambalada, que, inclusive, serviu de plataforma para Vançan, também é um exemplo bem-sucedido do ramo. Atualmente, o quinteto é formado por KK (vocal e pandeiro), Denis (vocal e rebolo), Jhon (vocal, violão e guitarra), Mike (vocal) e Cesinha (vocal e contrabaixo). Como o nome sugere, seu forte é unir a cadência do samba e o agito das baladas.
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Thomaz Vita Neto
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Banda Contos de Réis: jovens reverenciando o samba de raiz e a caminho do primeiro disco
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Em fevereiro, as apresentações costumam saltar de 12 para 20 e contam com repertório preferencialmente pautado pelo axé. Desta vez, Pindorama recebe shows no sábado e na segunda-feira. A agenda de domingo e de terça ainda não está fechada. “Hoje, a concorrência está forte. Para nós, não é incômodo nenhum, porque quanto mais gente para trabalhar, melhor. Só não podemos aceitar que prostituam o mercado”, diz Denis.
Os planos para 2012 vão longe. Ainda no primeiro semestre, o Sambalada negocia uma temporada em Recife (PE). Além disso, até dezembro, deve sair do forno o terceiro disco e primeiro DVD, ainda sem formato definido. Os anteriores são “Sambalada Ao Vivo” (2007) e “Desperta” (2011). Para quem prefere o samba raiz e suas vertentes, uma boa pedida é a Conto de Réis. Influenciada por Noel Rosa, Cartola e Zé Keti, a banda nasceu em 2009 e começa a demarcar sterritório agora.
Diferente dos anos anteriores, a turma neste Carnaval vai descansar. “Vamos recarregar as energias para gravar o primeiro EP, com cinco faixas”, diz a vocalista Alessandra Lofran, que divide atenções com Victor Campos (violão), Amaury Lagartixa (percussão), Márcio Zanelli (percussão), Jânio Freitas (metais), Diego Guirado (baixo) e Filipe Murbak (bateria). Acostumada a tocar mais fora da cidade do que em solo rio-pretense por conta de sua parceria com a rede Fora do Eixo, a Contos de Réis deve desbravar Curitiba (PR), em abril.
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Edvaldo Santos
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Grupo Trem das Onze lançou no ano passado o primeiro DVD
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Batizada em homenagem a Adoniran Barbosa, a Trem das Onze também aposta em clássicos para conquistar o mercado. São sete anos de estrada, com Luis Papini (cavaquinho, violão e baixo), Kleber Bordino (vocal), Danilo Matos da Silva (bateria e percussão), Robson da Cruz (vocal e percussão) e Elisangela Ribeiro (vocal, violão e sax).No fim do ano passado, a banda lançou o DVD inaugural, “Sonhos”, que embala os shows na choperia Zero Grau, em Rio Preto, de hoje a terça-feira, com hits do passado, como “Tristeza”.
Mas a folia também terá pitadas de ritmos mais populares. “Hoje, os sambas tradicionais não atingem as pessoas como gostaríamos, por isso, somos obrigados a mesclar. Nosso público é fiel, mas reduzido”, diz Papini.No restante do ano, com média de dez apresentações mensais, eles fazem o que mais gostam e ampliam seus horizontes. Acostumado a tocar em um raio de até 300 quilômetros de distância, o grupo acaba de confirmar presença numa casa noturna de São Paulo que tem entre as atrações regulares Demônios da Garoa. Já para o segundo semestre, planeja o segundo DVD, acústico e com músicas próprias.
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